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Carreira Musical
.. muito mais do que uma cachaça.
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Desde pequeno eu sempre fui muito ligado à música. Meus pais sabiam tocar violão, fruto da onda da bossa-nova que varreu o Rio de Janeiro na década de 60. Ainda lembro de papai dedilhando Tom Jobim e Toquinho em seu Gianinni Classic (na foto) nas tardes de domingo. Cresci ouvindo a bossa-nova, o que aguçou muito meu ouvido.
 
Com onze anos ganhei meu primeiro violão, um DiGiorgio Estudo. Rapidamente aprendi a tocar meus primeiros acordes e me viciei em comprar revistinhas de música nas bancas para tocar os sucessos dos anos 80 para as gatinhas em rodinhas de adolescente. 
 
A adolecência corria no meu sangue nos gloriosos anos 90. A geração coca-cola cresceu ouvindo Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Lobão e Lulu Santos. Era a minha onda. Aos quatorze anos comprei uma guitarra Tonante (sim, tive uma Tonante !) que, ligada numa caixa amplificada Framh esgarçava o grave até distorcer e fazia os riffs de sucesso da época. Nesta época eu tirava Eric Clapton, Dire Straits e Lulu Santos num mais legitmo por-rocker 80's.
 
Meus sonhos de um dia pisar num palco como meus ídolos iam crescendo como eu mesmo. Aos dezoito anos, ao entrar na universidade, surgiu a primeira banda de garagem. Por intermédio de um amigo em comum, fui apresentado ao Renato Henrique que me convidou para entrar na sua banda, a Quinta Essência. No repertório, clássicos do rock'n'roll 60's, como Elvis Presley, Righteous Brothers, Bill Haley, Little Richard, Ritchie Valens, The Platters, passando por Creedence, Raul Seixas e Belchior. A primeira formação da banda era composta, além de mim na guitarra, Renato (voz), Douglas (baixo), Júnior (bateria) e Emerson (sax), que se tornou um amigo até hoje. 

Era lógico que este tipo de repertório não agradava muito em barzinhos no início dos anos 90. Portanto, logo mudanças foram feitas e viramos uma banda de garagem respeitada no bairro, tocando em barzinhos e drive-ins da região. Uma nova formação contava comigo na guitarra, Renato (voz e guitarra), Welliton (baixo) e Gué (bateria, hoje dono da maior loja de instrumentos musicais de SC). 

O tempo passou e as coisas foram evoluindo. Com o fim da Quinta Essência em 1992, o baixista da banda me convidou para ser vocalista da outra banda que ele mantinha em paralelo. Aceitei o convite e curtimos uma boa parceria. A Silk Sex era composta por mim nos vocais, Eduardo (voz), Welliton (baixo), Anderson (guitarra), Wagner Phillipi (teclados) e Sílvio Cesar (bateria). Todos eles se tornaram grandes amigos até hoje. 

Depois de uma passagem relâmpago como baixista da banda (?!?) chamada Tesão de Pagode, minha carreira como profissional se iniciou pra valer. 
Em fevereiro de 1995, entrei para a Banda Sigma, uma banda baile até hoje em dia famosa em SC. 

A formação era Douglas (voz), Fabiana (voz), Werther (guitarra), Cassiano (teclados) e Alan (baixo). Tocamos alguns bailes e fizemos alguns shows, com destaque para a abertura da banda Rádio Taxi, na BigFest 1995, onde dividi equipamentos com o mestre Wander Taffo. A foto ao lado, estilizada, foi tirada para um cartaz da banda que nunca saiu devido à modificações na sua formação e de minha saída em agosto de 1995, quando fui para uma outra banda baile de Floripa, a Frequência Urbana

Durante minha passagem pela banda, várias foram as formações e as fases dela. Quando entrei na Frequencia Urbana, a banda era basicamente caracterizada por fazer bailes de formatura, aniversário, casamento e shows longos em danceterias da região. Sua primeira formação era composta por Joce (voz), Fabiana Machado (voz), Nelson Vianna (voz e teclados), Werther (guitarra), Rafael (baixo) e Matusa (bateria).  

Alguns shows de expressão foram realizados nesta fase, com destaque para a Florifest 96, abrindo o show dos Engenheiros do Hawaii. No início de 1996 os empresários da banda, os irmãos Alexandre (Bizão), Rodrigo e Sérgio Machado adquiriram um Trio Elétrico para que a banda se apresentasse em locais abertos. No verão daquele ano fizemos várias apresentações nas praias de Floripa e participamos do carnaval do LIC - Lagoa Iate Clube, abrindo o show do Araketu no Baile do Hawaii, no Baile dos Artistas e no Baile do Pinguim, todos naquele clube. 

Em meados de 1996 outras modificações foram feitas na banda. Com a entrada de novos integrantes, a banda ganhou em qualidade e em versatilidade. Esta nova formação contava com Jouber Bala (voz), Nelson Vianna (voz e teclados), Werther (guitarra), Rafael (baixo) e Alex (bateria). Com esta formação, a Banda Frequencia Urbana entrava no circuito de grandes shows realizados em Floripa com destaque para aberturas dos shows dos Paralamas do Sucesso, Skank, Kid Abelha e Negritude Jr. 
 


 

 



Toda esta experiência, aliada ao talento dos parceiros de composição Joce e Nelson, fez com que a banda investisse num trabalho próprio. No final de 96 a banda entra no Discovery Estúdio, no Rio de Janeiro, com a produção de Carlos Trilha, para a gravação de um CD. A banda passa a contar com a presença de quatro músicos que compõem um naipe de metais: Os Cara Metais 

No verão de 1997 os hits Hey Mina e Salamandra tocam de hora em hora nas rádios de Floripa. Naquele mesmo verão novos shows no Lagoa Iate Clube foram realizados e a banda foi condecorada com os prêmios de Melhor Banda e Melhor Show de 1997 pela RBS TV.

Porém, divergências com os empresários racharam a banda ao meio. Nelson Vianna, Jouber e Alex saem da banda para montar a Bandit, que vieram a fazer bastante sucesso com a gravação de um CD. A Frequência Urbana tem então sua última formação, composta por Fernando (voz), Werther (guitarra), Rafael (baixo), Beto (teclados) e Wagner (bateria), além da presença dos Os Cara Metais. Com esta formação, o CD foi pré-lançado na AABB de Coqueiros e divulgado pela TV no Programa Edson Moura da Rede Record em São Paulo.
 
Com o fim da banda em 1998, me dediquei aos estudos e voltei à faculdade depois de dois semestres de trancamento para me dedicar à carreira musical. Depois de formado, fiz uma parceria com meu grande amigo Wagner Philippi. Nossa dupla teclado-violão tocou em barzinhos durante duas temporadas (1999 e 2000). Por fim, em 2000 fiz a produção do CD Ícaro do artista Alexei Alves, grande compositor de músicas no estilo da MPB. 
 

 
 
 

  
Música é cachaça - nunca largamos, mesmo tomando só uns tragos de vez em quando. É um caminho que fez parte da minha vida e que me traz boas recordações. Atualmente, tenho um projeto de extensão no IFSC para iniciação musical para servidores e acadêmicos, para continuar a manter a cachaça sempre destilada.